Cadê a árvore que estava aqui?

Por etapas, a maior árvore da Avenida Azenha foi cortada.

No terreno da Avenida Azenha, esquina com a Rua Recife, em Porto Alegre, onde antes funcionava uma floricultura, havia uma árvore da espécie Tipuana tipu, de aproximadamente 12 metros de altura. Era a maior árvore da avenida. Ontem ela não estava mais lá.

Desde o início desse ano, o vegetal começou a ser podado de forma gradual e sem autorização, ou seja, era evidente a intenção de matá-lo, contrariando as leis municipais, que indicam a necessidade de haver a liberação do órgão ambiental competente para tal fim.

Segundo um funcionário da zonal centro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o local foi vistoriado após denúncia relatando os primeiros cortes na árvore. Foi aberto um processo que está em andamento na secretaria e, conforme instruções do técnico que vistoriou a área, o responsável pelo terreno deverá ser autuado.  O valor da multa pode ser de aproximadamente 200 UFM (Unidade Financeira Municipal), que resultará em um total de 520 reais. Ainda é possível que a cobrança seja revertida em doação de algumas mudas de árvores.

Com essa lei ambiental extremamente branda, o mercado imobiliário não pensará duas vezes sempre que for necessário cortar árvores para construir prédios. O valor que vier a ser aplicado de multa será irrisório diante dos investimentos e dos lucros almejados com o empreendimento que ali for instalado.

Embora Porto Alegre tenha aproximadamente um milhão e trezentas mil árvores, segundo estimativa da prefeitura, a média anual de duas mil e trezentas remoções é bastante grande para uma cidade que orgulha-se em ser a segunda mais arborizada do Brasil. A outra informação, fornecida pela assessoria de comunicação da secretaria, é que são plantadas anualmente uma média de dez mil árvores na cidade. No entanto, cabe ressaltar que muitas não chegam a ficar adultas, devido a vários fatores como falta de cuidados, rega e vandalismo, por exemplo.

As três fotos acima foram feitas em um mesmo dia em apenas uma rua do bairro Menino Deus.

 

Uma breve história do software livre

Um vídeo postado no You Tube mostra, através de animações, o surgimento da ideia de criação dos softwares livres. (créditos no final do vídeo)

Lula grava vídeo para o Instituto Cidadania

O Instituto Cidadania, que prepara o lançamento do Instituto Lula, lançou um site, nesta sexta-feira (15),  para divulgar as atividades e os projetos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro vídeo do icidadania.org Lula fala de planos para o futuro. Assista abaixo.

via InComun.org

Solo le pido a Dios

O progresso é uma das leis da Natureza; todos os seres da Criação, animados e inanimados, a ele estão submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece aos homens o termo das coisas, não é senão um meio de atingir, pela transformação, um estado mais perfeito, porque tudo morre para renascer, e coisa alguma se torna em nada.

Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente.  (Santo Agostinho, Paris, 1866)

Albergues de Porto Alegre

Seguem os contatos para recolhimento de moradores de rua aqui em Porto Alegre. Os números foram checados hoje pela manhã com a prefeitura. Repassem por e-mail e redes sociais.

Albergue Municipal 33463238 (atende durante o NOITE)
Atendimento social de rua 32218578 – (atende durante o DIA)
Ação Rua 3289 4994 
Mais contatos:
Atendimento social de rua e casa de convivência 1 – (32218578)
Atendimento social de rua e casa de convivência 2 – (33463238)
Abrigo Municipal Bom Jesus – (3338-0704)
Abrigo municipal Marlene – (32121158)
Tenção Pública – (33349398)
Menores:
Abrigo para crianças e adolescentes (32277734)
Casa de acolhimento (32175960)

Um passinho à frente, por favor.

“O T5 para aqui?” “Sabe se o Praia de Belas vai demorar?” “Passa algum ônibus que vai para o centro aqui?”

Foto: No frio, aguardando ônibus da linha178 - Praia de Belas

Quem vive o dia a dia de usuário de transporte coletivo compreende as dificuldades encontradas para se locomover em Porto Alegre. Ônibus fora de horários, normalmente atrasados, veículos superlotados, motoristas impacientes e pouco cordiais, espaços apertados para obesos, gestantes e para quem está acompanhado de crianças, solavancos de arrancadas, que desequilibram os passageiros, e veículos mal higienizados são apenas alguns exemplos do que é necessário enfrentar para utilizar os ônibus do sistema de transporte coletivo da capital gaúcha.

Foto: Teto da parada é usado para colocar propaganda

A falta de informações sobre horários e itinerários é outro complicador para quem deseja se locomover pela cidade de ônibus. Na grande maioria das paradas não há nada que indique quais as linhas que param ali, muito menos os horários dos coletivos. Nessa parada da foto (detalhe ao lado), por exemplo, localizada na Rua Garibaldi, entre as Avenidas Cristovão Colombo e Independência, a iniciativa privada encontrou uma forma barata de fazer propaganda. Já a prefeitura não teve, até aquele momento, a iniciativa de colocar informativos. Fora para quem é usuário freqüente de determinadas rotas, torna-se difícil a circulação com o uso dessa modalidade de transporte. No dia em que fiz essa foto (21/06) encontrei um senhor que havia perdido o ônibus por que não sabia que o mesmo não parava em uma parada antes. Teve que caminhar uma quadra e aguardar mais vinte minutos. Segundo me confessou, está quase desistindo de deixar o carro na garagem para andar de ônibus.

Foto: Avenida Érico Veríssimo

Outro exemplo de falta de informações acontece na Avenida Érico Veríssimo: Aos domingos e feriados, as vias centrais, por onde passam os ônibus, são fechadas para que os moradores possam utilizar as pistas para lazer. Nesses dias, os ônibus passam pelas faixas laterais, destinadas, normalmente, aos demais veículos. Porém, os ônibus não param em todas as paradas da avenida, apenas nas paradas que ficam em frente às do corredor central. Ou seja, como não tem nada informando essa metodologia, resta aos usuários tentar descobrir por tentativa e erro. Em se tratando de um domingo, quando a disponibilidade dos transportes coletivos é menor, o jeito é contar com a sorte ou perder o primeiro ônibus, caminhar até outra parada e, novamente, aguardar. Nesses dias de temperaturas muito baixas é sofrimento desnecessário. O telefone 118, da prefeitura, além de dispendioso, pouco ajuda.

Falta melhorar muito o sistema de transporte coletivo de Porto Alegre para que se possa optar por utilizá-lo. Por enquanto, quem tem opção certamente vai preferir usar os carros particulares, mais cômodos e confortáveis, mesmo enfrentando esse nosso trânsito cada vez mais caótico.

Pelo que parece, dinheiro para melhorar os ônibus tem. Tudo depende das prioridades da prefeitura: Os cidadãos usuários ou os turistas temporários? Melhor se fossem todos.

Foto: Ônibus adesivado para a Copa do Mundo de 2014 – Ivo Gonçalves/PMPA

Sistema de Transmissão de Vídeo Através da Rede Elétrica

Esse post foi extraído de eletronica.org. É de 2005, mas o tema é importante para a questão da democratização dos meios de comunicação.

Trabalho final de curso dos alunos Alexandre Abreu e Nuno Roma, do Instituto Superior Técnico, de Portugal.


Sumário:

“Neste trabalho foi projectado e implementado um sistema de codificação e descodificação de vídeo que segue a norma H.263, a ser utilizado num sistema de transmissão de vídeo através da rede eléctrica. Os módulos implementados foram baseados nos processadores digitais de sinal (DSPs) do tipo TMS320C50 da Texas Instruments, conseguindo-se obter taxas de codificação entre 6 e 14 imagens por segundo.

Foram ainda desenvolvidos dois co-processadores de DMA baseados em circuitos reconfiguráveis (FPGAs), que efectuam a transferência dos dados correspondentes aos pixels das imagens entre os DSPs e o codificador e descodificador dos formatos de vídeo PAL/NTSC.

Por fim, foram implementados circuitos de codificação e descodificação de fonte, baseados no algoritmode Viterbi, com vista à protecção dos dados contra erros de transmissão pelo canal de comunicação utilizado.”

O documento, em formato PDF, com todo o trabalho (323 páginas) pode ser encontrado aqui.

Aqui tem outro estudo:  Processadores Dedicados para Estimação de Movimento em Sequências de Vídeo