Cadê a árvore que estava aqui?

Por etapas, a maior árvore da Avenida Azenha foi cortada.

No terreno da Avenida Azenha, esquina com a Rua Recife, em Porto Alegre, onde antes funcionava uma floricultura, havia uma árvore da espécie Tipuana tipu, de aproximadamente 12 metros de altura. Era a maior árvore da avenida. Ontem ela não estava mais lá.

Desde o início desse ano, o vegetal começou a ser podado de forma gradual e sem autorização, ou seja, era evidente a intenção de matá-lo, contrariando as leis municipais, que indicam a necessidade de haver a liberação do órgão ambiental competente para tal fim.

Segundo um funcionário da zonal centro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o local foi vistoriado após denúncia relatando os primeiros cortes na árvore. Foi aberto um processo que está em andamento na secretaria e, conforme instruções do técnico que vistoriou a área, o responsável pelo terreno deverá ser autuado.  O valor da multa pode ser de aproximadamente 200 UFM (Unidade Financeira Municipal), que resultará em um total de 520 reais. Ainda é possível que a cobrança seja revertida em doação de algumas mudas de árvores.

Com essa lei ambiental extremamente branda, o mercado imobiliário não pensará duas vezes sempre que for necessário cortar árvores para construir prédios. O valor que vier a ser aplicado de multa será irrisório diante dos investimentos e dos lucros almejados com o empreendimento que ali for instalado.

Embora Porto Alegre tenha aproximadamente um milhão e trezentas mil árvores, segundo estimativa da prefeitura, a média anual de duas mil e trezentas remoções é bastante grande para uma cidade que orgulha-se em ser a segunda mais arborizada do Brasil. A outra informação, fornecida pela assessoria de comunicação da secretaria, é que são plantadas anualmente uma média de dez mil árvores na cidade. No entanto, cabe ressaltar que muitas não chegam a ficar adultas, devido a vários fatores como falta de cuidados, rega e vandalismo, por exemplo.

As três fotos acima foram feitas em um mesmo dia em apenas uma rua do bairro Menino Deus.

 

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  1. Oi! Como você registrou muito bem, são vários casos de corte de árvores umas com autorização outras não, os jardins de residências e canteiros de calçadas também desaparecem ,as vezes vou atrás de informações, ouço coisas absurdas como: estava atrapalhando o desembarque de pessoas de carros, essas árvores só fazem sujar as calçadas, estragam o calçamento com suas raizes, ou atrapalham na fiação de energia, também pedem autorização para o corte alegando que podem cair sobre as casas, grades ou muros,
    É tão real a falta de respeito com as árvores que a maioria das pessoas coloca o saco de lixo em cima da raiz das mesmas em vez de fazer um canteiro para a entrada de umidade e oxigenação das raizes. Respeito é sinônimo de Conhecimento e Sabedoria. http://gisellecuriosidades.blogspot.com/2009/02/como-usar-adubos.html

  2. Imaginem quantos casos como este acontecem Brasil afora.
    A “selva de pedra” avançando sobre a natureza.
    A multa? As contrutoras tomam de cafezinho estes R$ 520,00.
    Um absurdo!

  1. 1 de setembro de 2011

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